29 de novembro de 2006
Se o amor for grande,
A espera não será eterna,
Os problemas não serão dilemas,
E a distância será vencida.
Se a compreensão insistir,
As brigas fortalecerão-nos,
Os fatos farão-nos rir,
E os diálogos marcarão-nos.
Se o respeito prevalecer,
Os carinhos serão doces e suaves,
Os beijos profundos e cheios de valor,
E os abraços calorosos e confortantes.
Se a confiança existir,
A dúvida se extinguirá,
As perguntas serão respondidas,
E as palavras poderão ser ditas.
Talvez não seja um amor eterno.
E não é um amor doentio,
Nem um amor ideal.
Mas um amor verdadeiro.
Aquele que vence as barreiras
Impostas pela vida e pelas ocasiões.
Aquele que não teme a escolha,
E faz a opção de simplesmente
Ser intensamente vivido.
Myrian Sartori
29 de novembro de 2006
É melancólico dizer adeus
a um grande amor,
é necessário, às vezes,
resguardar o sentimento…,
aceitá-lo somente na alma,
vibrando puras sensações.
É sempre sombrio dizer adeus
a um amor inesquecível,
porém, por vezes é imperioso
conservar o sentimento para depois…,
abandoná-lo apenas na lembrança,
momentos eternizados.
É sofrido dizer adeus
a um amor singular de almas gêmeas,
premente se faz, às vezes,
abrigar o sentimento para depois…,
renunciar,
deixá-lo adormecido…,
esperar renascer somente num futuro,
quiçá distante.
É muito triste saber
que é chegado o instante de dizer adeus…,
guardar o sentimento para depois…,
renunciar… para não ferir e ser ferido,
desampará-lo quieto
para florescer em outro tempo,
momento certo de ser vivido,
livremente…
É triste dizer adeus ao amor eterno,
mesmo que por amor.
Adeus assim se equivale a renúncia sublime,
a entregar o sentimento a Deus
e esperar pelas luzes do futuro.
Poema de Moacir Sader
Poesia inspirada no grande amor/renúncia vivido pelos personagens do filme Casa Blanca, com interpretações inesquecíveis de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman.