Monthly Archives: novembro 2009

Viver não dói

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Porque sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido

uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos porque?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.

Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que
o desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-nos do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.

Carlos Drummond de Andrade

Pra ser sincero

Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos…

Pra ser sincero
Não espero que você
Minta!
Não se sinta capaz
De enganar
Quem não engana
A si mesmo…

Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Não deixam suspeitos…

Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos…

Pra ser sincero
Não espero que você
Me perdoe
Por ter perdido a calma
Por ter vendido a alma
Ao diabo…

Um dia desse
Num desses
Encontros casuais
Talvez a gente
Se encontre
Talvez a gente
Encontre explicação…

Um dia desses
Num desses
Encontros casuais
Talvez eu diga:
-Minha amiga
Pra ser sincero
Prazer em vê-la!
Até mais!…

Nós dois temos
Os mesmos defeitos
Sabemos tudo
A nosso respeito
Somos suspeitos
De um crime perfeito
Mas crimes perfeitos
Nunca deixam suspeitos…

Pra Ser Sincero
Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger

As pessoas que não são realizadas buscam fazer mal aos outros

As pessoas que não são realizadas buscam fazer mal aos outros. Estas pessoas não estão em si mesmas, sem amor próprio, sem felicidade, a única felicidade encontrada é falar mal e fazer mal ao próximo como a si mesmas.

Pessoas que buscam fazer o mal, tornando isso uma constante, tem em sim mesmas o complexo de Édipo, achando que são os melhores e os maiores frente ao próximo, frente ao Criador.

A maledicência é o objetivo central destas pessoas cuja inferioridade uniu-se ao desejo de superioridade na busca constante de impingir sofrimentos aos outros, sejam homens, animais ou vegetais, buscando com isso o seu próprio valor existencial e material.

A maneira que estas pessoas encontraram de se sentirem satisfeitas e realizadas é buscando através das pessoas que elas julgam serem menores a sua própria valorização.

Fazendo este mal buscam ficar bem, esquecendo que do mau pensamento, do desejo do mal ao próximo, praticado com satisfação, estes males retornam a si mesmas, porque enquanto não vê as pessoas para baixo como se desejou, não se sentem satisfeitos, realizados, ficando frustrados, para baixo e recebendo todo o mal que enviaram.

Estas pessoas não gostam e não desejam que outras pessoas brilhem desejando somente que o brilho delas seja a única luz vista e sentida por todos. O brilho de outras pessoas incomoda aquele que deseja e pratica o mal.

O verdadeiro homem de bem, de valor e de amor tem luz própria – é sol. Este verdadeiro homem não busca incessantemente fazer que seu próximo seja lua, diminuindo ou apagando as luzes de seus irmãos para brilhar onipotentemente. O verdadeiro valor está em si mesmo não precisando ultrajar o próximo para fortalecimento de seu ser.

O verdadeiro homem do bem não pratica o mal, busca eliminar os maus pensamentos e as más atitudes. Não busca falar da vida alheia, impingir sofrimento ao próximo. Pessoas de más tendências e viciosas tem como prática constante a maledicência. Como o Cristo disse não é o que entra pela boca que faz mal, mas sim o que sai às palavras e pensamentos são instrumentos de construção e destruição dos homens.

Quem de nós utiliza das palavras como recurso precioso para construção do verdadeiro amor, da fraternidade e da esperança, buscando com isso levar palavras de conforto, de amor ao próximo, sentem-se bem, em paz.

Contrário disso, as pessoas que sempre buscam as palavras de sofrimento ao próximo, falar mal da vida alheia, esquecendo de suas próprias vidas, vivendo em função de degradar o próximo, vivem num estado de pesar.

Cabe a cada um de nós o bom senso, não dando vazão aos maus sentimentos, fazendo que estes maus sentimentos virem ódio ao próximo, sentimentos estes que retornarão a si mesmo, prejudicando todo seu equilíbrio e sua vida, porque nunca conseguirá ver seu próximo destruído tanto quanto destrói a si mesmo, se destruindo através da maledicência – fazendo constantemente mal a si mesmo através de seus pensamentos, porque quando não consegue atingir seus objetivos sofre e busca aumentar a dose como forma de destruição se destruindo ainda mais, entrando num círculo vicioso de se sentir mal e por esse motivo fazer mal a outros, e fazendo mal aos outros piorando a si mesmo.

JOSÉ GEREMIAS DAS ALMAS

Quando será?

Quando será que eu encontrarei alguém que consiga dizer a verdade, somente a verdade, sem receio de que possa estar machucando ou não?

Quando será que eu encontrarei alguém que não espere nada em troca além da minha amizade?

Quando será que eu encontrarei alguém que goste de estar ao meu lado simplesmente pelo fato de gostar, e não por interesse?

Quando será?