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How To Be Alone




A tradução:

Se você está sozinho pela primeira vez, seja paciente. Se você não foi muito sozinho, ou se quando você foi, você não estava bem com isso, então só espere. Você irá descobrir que é bom estar sozinho uma vez que você abraça isso.

Nós podemos começar com lugares aceitáveis, o banheiro, a loja de café, a livraria. Onde você pode parar e ler o papel, onde você pode conseguir sua cafeína pronta e sentar e esperar lá. Onde você pode procurar as pilhas e cheirar os livros. Você não deve falar muito de qualquer forma, então é seguro lá.

Também tem a academia. Se você é tímido, você poderia sair com você mesmo nos espelhos, você poderia colocar seus fones de ouvido.

E tem o transporte público, porque nós todos temos que ir a lugares.

E tem a oração e meditação. Ninguém irá pensar menos se você está parada com sua respiração buscando paz e salvação.

Comece simples. Coisas que você pode ter, anteriormente, baseado em direitos de evitar estar sozinho.

O balcão do almoço. Onde você estará cercada de chineses depressivos. Empregados quem só têm uma hora e seus cônjuges trabalham do outro lado da cidade, então eles – como você – estarão sozinhos.

Resista ao impulso de estar com seu celular.

Quando nós estamos confortáveis em comer almoço e correr, leve você mesmo para jantar. Um restaurante com linho e talheres. Você não está intrigando menos uma pessoa quando você está comendo sozinho sobremesa para limpar o creme do prato com seu dedo. De fato algumas pessoas nas meses cheias desejarão estar onde você esteve.

Vá ao cinema. Quando está escuro e calmo. Sozinho em seu assento entre uma comunidade fugaz.
E então, leve você mesmo para dançarem um clube onde ninguém conheça você. Pare na superficie do chão até que as luzes convençam você mais e mais e a música mostre você. Dance como se ninguém estivesse vendo, porque, eles provavelmente não estão. E se, eles estiverem, assuma que é com as melhores intenções humanas. A forma com que os corpos se movem verdadeiramente para bater é, depois de tudo, linda e afetiva. Dance até que você esteja suando, e gotas de suor relembre-o das melhores coisas da vida nas suas cotas como um riacho de bençãos.

Vá à floresta sozinho, e as árvores e os esquilos olharão por você. Vá a uma cidade não familiar, perambule as ruas, tem sempre estátuas para conversar e, bancos feitos para sentar, dão aos estranhos uma existência dividida se só por um minuto esses momentos podem ser tão elevados e as conversas que você consegue por sentar sozinho nos bancos podem nunca ter acontecidos se você não estivesse lá sozinho.

Sociedade está com medo da solidão, como corações solitários estão desperdiçados nos porões, como pessoas devem ter problemas se, depois de algum tempo, ninguém as namora. Mas solidão é a liberdade que respira fácil e leve e solidão está se curando se você o fizer.

Você pode ficar, enfaixado por grupos e plebes ou segurar mãos com seu parceiro, e ambos olhar mais longe e mais longe para a busca interminável por companhia. Mas ninguém na sua cabeça e pelo tempo que você traduzir seus pensamentos, algumas essencias deles podem estar perdidas ou talvez somente mantidas.

Talvez no interesse de amar a si mesmo, talvez todos os slogans emocionais da pré-escola até o gemido do ensino-médio eram símbolos por segurar a solidão na enseada. Porque se você está feliz na sua cabeça então o isolamento é abençoado e a solidão é ok.

Tudo bem se ninguém acredita como voce. Toda experiência é unica, ninguém tem as mesmas sinapses, não podem pensar como você, para este ser substituído, mantenha coisas interessantes, vidas, coias mágicas ao alcance.

E não significa que você não está conectado, a comunidade não está presente, somente pegue a perspectiva que você ganha ao ser uma pessoa em uma cabeça e sinta os efeitos disso. Pegue o silêncio e o respeite. Se você tem uma arte que precisa de prática, pare de negligenciá-lo. Se a sua família não te entende, e a seita religiosa não serve para você, não obsesse com isso.

Você pode está cercado em um instante se você precisar.
Se o seu coração está sangrando, faça o melhor disso.
Há calor no congelamento, seja prova.

Estamos com fome de amor

Estamos com fome de amor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: “Digam o que disserem, o mal do século é a solidão”. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a “sentir”, só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: “Quero um amor pra vida toda!”, “Eu sou pra casar!” até a desesperançada “Nasci pra ser sozinho!”.

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, “pague mico”, saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: “vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida”.

Antes idiota que infeliz!

Arnaldo Jabor

Liberdade Emocional

Para o carpediniano, o propósito de vida é superior ao ego. A grande maioria dos nossos problemas está ligado a necessidades infantis e egoístas. Nos comportamos como crianças mimadas que querem isto, querem aquilo, exigindo que os outros e a vida atendam às nossas expectativas, senão fazemos bico.

Estudar personalidades como Nelson Mandela e Gandhi ajudam a compreender como a maturidade emocional funciona quando o propósito é colocado acima do bem estar pessoal e das vontades egoístas.

Liberdade emocional está ligada à capacidade, não de controlar e reprimir, mas de educar as emoções de forma que a vida deixe de ser controlada pelo ego e o tempo possa ser dedicado ao que foi definido como propósito. A alma agradece, os inter-relacionamentos agradecem, a saúde agradece, o bolso agradece. A maior parte dos problemas nestas áreas estão relacionados à falta de tato ao lidar com as próprias emoções.

Ser livre emocionalmente significa ser desprovido de culpas, remorsos, inseguranças e expectativas. É a capacidade de deixar com que a vida seja do jeito que ela quer ser, não tentar controlá-la ou aos outros, não sentir ansiedade com relação ao futuro, nem remorso com relação ao passado.

Veja que “não querer controlar o futuro” não significa não ter metas, mas sim não manter expectativas emocionais e não se sentir ansioso, deixando com que as coisas se desenrolem com naturalidade, fazendo a sua parte com responsabilidade e também estando aberto para mudar de caminho e abandonar as metas atuais se o fluxo da vida apontar em outra direção.

Autora: Fran Christy

Fonte: aqui

Recomeçar

Não importa onde você parou, ou em que momento da vida você cansou…
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo, é renovar as esperanças.
E eu pergunto:
Sofreu muito nesse período?
Foi a dor do aprendizado…

Chorou muito?
Foi a limpeza da alma….
Ficou com raiva das pessoas?
Foi para perdoá-las…
Acreditou que tudo estava perdido?
Era o início da tua melhora.

Pois é…
Agora é hora de reiniciar, de encontrar prazer nas coisas simples…
Uma caminhada no parque, um livro que você sempre quis ler, um móvel que você pretendia reformar…

Olha quanto desafio, quanta coisa nova te esperando!
Ta se sentindo sozinho?
Besteira, tem tanta gente que você afastou com o seu período de isolamento.
Tem tanta gente esperando apenas um sorriso pra chegar perto de você.

Recomeçar!
Hoje é um bom dia para começar novos desafios. onde você
Quer chegar?
Sonhe alto! Queira o melhor do melhor.

Pensando assim, trazemos aquilo
Que desejamos.
Se pensamos pequeno, coisas pequenas teremos.

Fique pronto para a vida, para um novo amor.
Somos apaixonáveis, somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes.
Afinal de contas, nós somos o amor.

Texto: Paulo Roberto Gaefke

Eu sei, mas não devia

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colasanti