Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado, sem nada dizer…
Hoje!
hoje, tudo que quero é o seu abraço…
hoje, tudo o que preciso é do seu sorriso…
hoje, tudo o que desejo é você aqui…
bem perto de mim.
500 dias com ela…
Assisti hoje a noite o filme: 500 dias com ela…
Vou deixar o texto explicando o que é o filme para o Rafael Gomes… mas não posso deixar de comentar algumas “coisinhas”:
Frase do filme: “Você não pode atribuir um significado cósmico a um simples evento terreno. Coincidência. É o que tudo é. Nada mais que coincidência.”
Eu não acredito em coincidências… eu acredito em destino. Muitas pessoas vão dizer que não acreditam em destino, mas eu acredito… tudo o que tem que ser: será… não tem como você “fugir”… você pode desviar, pode prolongar, pode pegar o caminho mais longo e complicado… mas um dia o destino fica cara a cara com você!!!! e acontece
Vale a pena assistir o filme, não com olhos apaixonados… mas como lição de vida… o que posso dizer: a negação em primeiro lugar nos leva a aceitação em segundo lugar (destino…)
Saiba mais sobre o filme no site: o diário aberto de R., do Rafael Gomes.
Para refletir…
Chorar não resolve, falar pouco é uma virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoísmo e o que não mata com certeza fortalece.
Às vezes mudar é preciso, nem tudo vai ser como você quer… a vida continua.
Pra qualquer escolha, uma conseqüência… vontades efêmeras não valem a pena, quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze. Essa historia de que é melhor acordar arrependido do que dormir com vontade é mentira!
Quem te merece não te faz chorar, quem gosta, cuida…
O que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder pra aprender a dar valor e os amigos ainda se contam nos dedos.
Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar pro resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela.
Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos.
Viver não dói
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Porque sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos porque?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que
o desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-nos do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade

